Hugo Meneses
Incoerências e paradoxos espaciais, equipamentos urbanos, atractores sociais, o desenho enquanto matriz do espaço – em detrimento de uma lógica unificadora e coerente que aborde o mesmo como um sistema vivo e mutante; espaços desqualificados, a simbologia dos espaços verdes rodeados de vias de circulação automóvel, as grandes alamedas sombrias, a nova máxima das ciclovias, o espaço esplanada e a cidade refém do automóvel. Uma variedade de aspectos e premissas que postos em prática poderão descrever com algum rigor o planeamento actual dos espaços urbanos na cidade Portuguesa. Apesar de haver um movimento generalista em prol da qualidade lúdica e de passeio na cidade, a verdade é que falta um pensamento teórico, consolidado e comensurado, que apoie o fervoroso desenho paisagista imposto sobre o território urbano, baseado em regras quase aleatórias de preenchimento de espaços vazios ou não-edificados.

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